Não se apresse. O vazio é profundo, mas o eco é eterno…
Bem-vindo, viajante, ao limiar…
Você não chegou a um simples refúgio, mas a um santuário erguido sobre as fundações da memória e do esquecimento. O nome deste lugar é “A Árvore de Devaneios Sombrios”, mas saiba: ela não cresce sob um sol gentil, nem oferece frutos de consolo. Suas raízes buscam alimento no solo fértil da perda; sua seiva é a própria melancolia; e sua sombra, densa e convidativa, é o lugar onde a verdade ousa se despir da esperança.


Aqui, a tinta e a sombra se encontram. “Devaneios Sombrios” é um arquivo de fragmentos, sussurros colhidos nas fissuras da realidade e contos que se recusam a pertencer a uma crônica maior. São as histórias que ecoam nos corredores vazios de Versalha, as reflexões de almas perdidas antes do amanhecer e as verdades que só o caos tem coragem de revelar. Cada texto é um mergulho em um abismo particular, uma exploração da melancolia, da ironia e da beleza cruel que floresce sobre as ruínas. Entre, mas saiba que nem toda escuridão oferece repouso.

Toda ficção é a sombra de uma filosofia. “Tormenta Soturna” é o espaço onde a névoa se dissipa para revelar o esqueleto das ideias que sustentam meu universo. Aqui, não há personagens, apenas conceitos; não há enredo, apenas a anatomia da dor. Nestes ensaios, investigo os pilares da decadência moral, a natureza do niilismo que floresce após a perda e a complexa arquitetura da traição. É uma jornada intelectual ao coração das mesmas trevas exploradas na ficção, um convite para dialogar com o existencialismo, a culpa e a busca por sentido em um mundo que o nega

Adentre as terras de Versalha, um reino de beleza renascentista e podridão ancestral, onde o brilho das cortes esconde pactos sombrios. “As Crônicas de Valdorf” são os registros da queda de Genevieve, a heroína que as profecias nomearam salvadora e que a realidade transformou em ruína. Acompanhe, através de capítulos e fragmentos, a sua metamorfose: da glória ao vazio, do amor à vingança, da magia à mais pura e visceral fúria. Este não é um conto sobre a luta entre o bem e o mal, mas o diário de uma alma em guerra consigo mesma, onde cada vitória é uma nova cicatriz e o poder se torna o único substituto para um coração que deixou de bater.
Aqui, o tempo não é uma linha reta, mas uma espiral de ecos. Nestas páginas, as histórias não são meros contos, mas fantasmas capturados em tinta. Elas respiram com o perfume agridoce da memória, e cada palavra é um espinho que se crava na pele da realidade. Você não encontrará heróis perfeitos, nem vilões que se encaixam em uma caixa. Há apenas sombras, silhuetas do que um dia fomos, ou do que poderíamos ter sido.
Toque a casca áspera destas crônicas, e sinta o pulsar de um mundo que sangra por trás de seu verniz. Leia os sussurros que reverberam dos vitrais quebrados da história. Aqui, a beleza e o horror não se separam. Eles se abraçam, como amantes perdidos em uma dança trágica. E, talvez, ao se perder em meio a essas narrativas, você descubra que a escuridão que buscamos fora de nós é, no fim das contas, um eco daquela que carregamos dentro.

Não se apresse. O vazio é profundo, mas o eco é eterno…